Crítica | A Bailarina

  • sexta-feira, agosto 04, 2017
  • By Ana Catarine Mendes
  • 1 Comments

Há pouco tempo atrás, uma nova animação entrou no catálogo da Netflix. Tal animação, chamada A Bailarina, me chamou atenção. Por isso, assisti e hoje irei falar o que achei desse filme!


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Ficha Técnica:
Filme: A Bailarina
Direção: Eric Summer, Eric Warin
Duração: 1h30min
Sinopse: Paris, 1869. Uma sonhadora menina órfã toma uma atitude arriscada para conseguir o que quer: foge para Paris para realizar o sonho de ser uma grande bailarina. Lá ela decide se passar por outra pessoa, e consegue uma vaga no Grand Opera, onde vai aprontar muitas aventuras.
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A Bailarina conta a história de Felicie, que juntamente com seu melhor amigo, fogem do internato que viviam, para realizarem seus sonhos em Paris. Ela, sonha em ser bailarina. Ele, sonha em ser inventor. Ao chegarem na cidade, os dois acabam por serem separados, e cada um vive aventuras próprias, mas o filme se concentra mais na história da menina.

Felicie acaba achando a Academia de Dança, porém, ela não sabe como fará para adentrar no maravilhoso lugar, até que a chance aparece para a pequena menina.



Primeiramente, posso dizer que a arte e a animação estão muito bonitas. As cores, vivas e fortes, trazem um lindo contraste no filme. Os personagens também estão muito bem caracterizados.

A história deixou muito o que falar. Não é algo profundo, apenas algo simples e clichê. O filme me lembrou muito de Karatê Kid, porém em uma versão de dança. Outro ponto ruim foi a trilha sonora, em várias cenas de dança, ao invés de uma música que combinasse com a cena, foi colocado músicas pop, que apesar de boas, não combinaram nada com a mensagem do filme, e quebrou totalmente a experiência do telespectador.

Apesar disso, o filme é uma gracinha. Acho que ele poderia ter se aprofundado mais no passado também, pois muitos fatos ficaram confusos, já que em nenhum momento nos é falado quem é a mulher que treinou a Felicie, ou porquê dela estar nessa situação. E igualmente, não é falado também o motivo da vilã do filme querer tanta vingança contra a menina e sua professora.

Imagem relacionada

É um filme legal, mas não foi nada que me impressionou. As cenas de dança, apesar da trilha sonora, foram muito bem feitas e são lindas de assistir. Se você é alguém que gosta de animações, irá gostar de A Bailarina. Porém, ela não é isso tudo.

Minha Nota: ★★★☆☆



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1 comentários

  1. Eu amo a história! Norman McLaren afirmava que o cinema de animação não era a arte dos desenhos em movimento, mas a arte do movimento que é desenhado. A Bailarina é um filme de texturas luxuosas e grandiloquentes movimentos da câmera virtual, criados para realçar a grandiosidade dos cenários. O enredo possui alguns detalhes inesperados que passam por certa amoralidade nas ações de sua heroína, capaz de fingir ser outra pessoa para atingir os objetivos que ela acha que são negados por pura questão de classe. As profundas debilidades do filme aparecem quando os personagens se movem e, especialmente, quando dançam, sujeitos a movimentos que pouco lembram a leveza graciosa dos corpos na dança clássica e que, em vez disso, mostram as limitações de certa animação digital quando amarra às cadeias do algoritmo a liberdade do traço do artista artesão.

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