Livros e Resenhas

Filmes e Séries

Games

Resenha | A Garota que Bebeu a Lua [Kelly Barnhill]

by - janeiro 08, 2019

E se a sua filha fosse tirada dos seus braços para morrer? E se uma bruxa a achasse, salvasse sua vida e a criasse como dela, inclusive fazendo com que ela se torne mágica? Confiram logo abaixo a resenha do livro A Garota que Bebeu a Lua, escrito pela Kelly Barnhill e publicado pela Editora Galera Record.
Foto Autoral
Livro: A Garota que Bebeu a Lua
Autora: Kelly Barnhill
Editora: Galera Record
Páginas: 308

Sinopse: Todo ano o povo do Protetorado deixa um bebê como oferenda para a Bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade protegida pelos muros e pela Torre das Irmãs da Guarda. Mas, Xan, a Bruxa na floresta, ao contrário do que eles acreditam, é bondosa. Ela vive em paz com um Monstro do Pântano muito inteligente e um Dragão Perfeitamente Minúsculo. Todo ano ela resgata o bebê deixado pelos Anciãos e o leva em segurança para uma família adotiva em uma das Cidades Livres do outro lado da floresta. Durante a longa viagem, quando a comida acaba, Xan alimenta os bebês com luz estelar. Em uma dessas ocasiões ela acidentalmente oferece a um deles a luz do luar, dotando a menininha de uma magia extraordinária. A bruxa então decide criar a menina “embruxada”, a quem chama de Luna. Conforme o aniversário de treze anos da menina se aproxima, sua magia começa a aflorar – e pode colocar em perigo a própria Luna e todos à sua volta.

Compre em: Amazon | Americanas | Submarino

Em A Garota que Bebeu a Lua, conhecemos o Protetorado, uma vila que deixa um bebê na floresta todos os anos para que a Bruxa que lá vive não mate a todos. Porém, Xan, a bruxa, não faz ideia do porque dessas pessoas deixarem as crianças para morrer, então, ela as pega e as leva para as Cidades Livres, onde só há pessoas boas.

Sempre no caminho para essas cidades, Xan alimenta os bebês com luz estelar, que como ela mesma diz, abençoa a criança, além de ser um ótimo alimento. Porém, uma vez a Bruxa salva um bebê diferente, que possui olhos negros inteligentes, perspicazes e uma marca de lua na testa. Sem tirar o  olhar da menina, Xan se engana e, ao invés de pegar luz estelar para alimentá-la, ela pega luz do luar, fazendo com que a pequena fique cheia de magia.

Sem saber o que fazer, a Bruxa resolve chamar a menina de Luna e criá-la como se fosse sua avó. Porém, quanto mais Luna cresce e seus poderes se afloram, os de Xan se esvaem. E enquanto isso, no Protetorado, a verdadeira mãe de Luna está enclausurada em uma Torre, mas apesar disso, ela sabe exatamente onde a filha está. E fará de tudo para tê-la de volta.

"Infinitos, pensou Luna. Assim como o universo é infinito. É luz e escuridão em movimentos eternos; é espaço e tempo, e tempo dentro do espaço. E ela soube: não há limites para o que um coração consegue carregar."
Imagem meramente ilustrativa | Filme: O Segredo do Vale da Lua
Eu li esse livro cheio de expectativas. Achei que ia encontrar uma história gostosa parecida com livros como Enraizados, e se formos parar pra pensar, em tese, as tramas realmente possuem semelhanças entre si. Apesar disso, o livro não foi como eu esperava.

"Como eu poderia fazer a coisa que devo ensiná-la a jamais fazer, assim que ela começar a compreender? Hipocrisia, é isso que é!"

A história em si é maravilhosa. Amo ficção fantástica, com florestas meio macabras e esse estilo bem conto de fadas que a trama trás. Apesar disso, o que peca nessa obra é a escrita da autora, que não soube muito bem trabalhar seus personagens. Já que, ela coloca diversos lugares com diversas histórias e muitos personagens, mas não se aprofunda em todos, fazendo com que eles não tenham uma personalidade própria.

Imagem meramente ilustrativa | Filme: O Segredo do Vale da Lua
Isso é algo muito comum em contos de fadas, contar uma história mágica sem falar muito dos personagens em si. Porém, em um livro grande com um enredo extenso, é de se esperar que o leitor tenha conhecimento de como cada personalidade é dentro da trama.

"A violência, embora ás vezes necessária, era algo grosseiro e incivilizado. Razão, beleza, poesia e conversas excelentes eram suas ferramentas favoritas para resolver disputas."

Apesar desses pontos, eu gostei bastante da obra. Para mim, a leitura fluiu de forma leve e rápida, fazendo com que eu terminasse o livro em menos de dois dias.Gostei muito da ambientação da trama, amo essa coisa de vales e florestas, como eu já havia mencionado um pouco mais acima.

Outra coisa muito legal da história é que ela possui diversas citações maravilhosas sobre a vida, o universo o ser humano em si. É um livro bonito, que fará o leitor se apaixonar pelas cores da magia.






Você também pode gostar:

0 Comentários

Siga me no Instagram!