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Resenha | Ecos [Pam Muñoz Ryan]

by - janeiro 04, 2020

Hey pensadores! Hoje venho até vocês para conversar sobre o primeiro livro que li em 2020, chamado "Ecos", escrito por Pam Muñoz Ryan e publicado pela Darkside Books!

Foto Autoral
Livro: Ecos
Autora: Pam Muñoz Ryan
Editora: Darkside Books
Páginas: 368

Sinopse: Ecos, da premiada escritora norte-americana Pam Muñoz Ryan, é uma fábula como há muito não se via – ou se ouvia. Um conto de fadas dark, que resgata o melhor da tradição dos irmãos Grimm, combinado com delicados momentos do século XX, como as duas grandes guerras e a Depressão econômica que assolou os Estados Unidos nos anos 1930. O resultado é uma fantasia histórica repleta de perigos e beleza, emoldurada pelo poder da música. A aventura começa cinquenta anos antes da Primeira Guerra Mundial — “a guerra para acabar com todas as guerras” —, quando o pequeno Otto se perde na Floresta Negra e encontra as três irmãs encantadas, prisioneiras de uma velha bruxa, que conhecia apenas das páginas de um livro, e acreditava ser apenas uma lenda. Como em um passe de mágica, as irmãs ajudam o garoto a encontrar o caminho de casa. E Otto promete libertá-las, levando o espírito das três dentro de uma inusitada gaita de boca. Ao longo dos anos, o instrumento chega à mão de novos donos: um menino que vê o sonho de se tornar músico interrompido pela ascensão do nazismo; um jovem pianista prodígio que vive num orfanato e luta para não ser separado do irmão caçula; uma filha de imigrantes mexicanos que cuidam de uma casa de japoneses enviados a um campo de concentração dentro dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. Personagens com dramas diferentes, mas um amor transformador pela música. Cada um à sua maneira, eles são afetados pela magia das três irmãs. Assim como os leitores do livro em todos os países em que ECOS foi lançado. Prepare-se para também ser arrebatado e enfeitiçado por essa fábula harmônica.

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Em Ecos, conhecemos primeiramente Otto, um menino que se perde na Floresta Negra e se encontra com três irmãs que foram amaldiçoadas por uma bruxa. Para ajudá-las, o menino leva os seus espíritos dentro da sua gaita.

"Chegaram aqui por uma mensageira.
Devem partir da mesma maneira. De forma humana não sairão.
Seus espíritos como o vento soprarão.
Salvem uma alma à beira da morte ou aqui definharão à própria sorte."

O tempo passa, e esse pequeno instrumento viaja na mão de diversas pessoas. A primeira sendo de Friedrich, um menino alemão que sonha em ser maestro, mas que vive na época da ascensão do Nazismo, o que acarreta no medo, perseguição e conflitos em vários lugares, inclusive dentro da sua própria casa. A segunda história é a de Mike, um jovem pianista órfão. Ele mora em um orfanato cruel e luta para não ser separado se seu irmão mais novo, Frankie. A terceira história é a de Ivy, uma menina filha de imigrantes mexicanos, que vê sua vida mudar completamente quando seu pai torna-se caseiro de uma fazenda de japoneses, esta, apresenta-se vazia, devido ao fato da família ter sido mandada para um Campo de Concentração nos Estados Unidos, por conta dos conflitos e da Segunda Guerra Mundial.

"Minha música não tem raça! Todo instrumento tem uma voz que contribui. Música é uma linguagem universal. Quase como uma religião universal. A música supera quaisquer distinções entre as pessoas." [...]

Todas essas histórias, apesar de se passarem em épocas diferentes, são conectadas pela música, a gaita e os espíritos das três irmãs, que acaba por melhorar e iluminar a vida de cada pessoa que tem a honra de ser tocado por elas.

Foto Autoral
Ecos é um livro que precisamos ler com calma. Eu esperava encontrar uma história inocente, mas na verdade, fui arrebatada por temas extremamente sérios. Cada personagem tem sua própria carga emocional, misturada com suas personalidades infantis e o contexto histórico que cada um está inserido.

“Os corações estão feridos. Indivíduos que costumavam ser amigos não são mais. Vizinhos não são vizinhos. Durante uma guerra, as pessoas acham que precisam escolher um lado e jogar a culpa no outro. Os corações ficam menores.”

Cada trama é pesada a sua maneira, mas na minha experiência com o livro, a que mais me deixou aflita foi a primeira, que se passa na Alemanha nazista. Ver como as pessoas foram perseguidas, e o pensamento de muitos naquela época, só me fez realizar uma analogia com os tempos atuais, no qual vários indivíduos ainda tem opiniões parecidas com os tempos passados.

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Eu ainda estou sem palavras o suficiente para dizer o quanto esse livro é incrível. Ele me lembrou muito de contos dos irmãos Grimm, porém, com uma mistura de aspectos da vida real. Tornando a obra mágica e ainda mais emocionante.

"Música é uma linguagem universal. Uma espécie de religião universal. Com certeza é a minha religião. A música supera todas as distinções entre as pessoas."

A edição é uma obra de arte a parte. A capa, a folha de guardo, a diagramação, absolutamente TUDO nesse livro foi feito com maestria. A cada página virada, somos levados a uma experiência própria, entrando em cada novo mundo através de folhas tão escuras quanto a da própria Floresta Negra.

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Ecos com toda a certeza é uma leitura obrigatória. É um livro que nos faz refletir e se emocionar muito, equilibrando na medida certa a sua carga séria com a magia de conto de fadas.

Não é a toa que é um livro tão premiado.









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